Com forte apelo eleitoral, ancorado em votos expressivos registrados nas últimas eleições municipais — tanto majoritárias quanto proporcionais — Hélio começa a ocupar espaços deixados por bases fragmentadas e por projetos locais incapazes de convergir. O avanço se dá, principalmente, no campo governista, onde sua pré-candidatura passa a ganhar musculatura política.
O movimento mais concreto dessa construção foi protagonizado pela vereadora Amanda Pires (PSDB), a mais votada do partido, com mais de 2 mil votos, que se tornou a primeira parlamentar a declarar apoio público ao pré-candidato.
A base ganhou novo fôlego com o anúncio da adesão da também vereadora Clara Prado, conhecida eleitoralmente como Clara da Ração, em referência ao pai, o ex-vereador Raimundo da Ração. A entrada de Clara reforça o desenho de uma base plural, com capilaridade nos bairros e forte enraizamento social.
De acordo com apurações deste jornalista, Hélio Lucena ainda deverá receber o apoio de nomes estratégicos ligados à administração municipal, como a diretora do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), Adriely Loureiro, além de Jair Mayner, recém-chegado ao governo do prefeito Rafael Brito, onde ocupa a coordenação da Defesa Civil no município. Ambos são suplentes de vereador com expressiva quantidade de votos.
Enquanto Hélio avança na formação de um bloco político consistente, o cenário geral em Timon segue marcado pela pulverização de apoios. Outros pré-candidatos — inclusive deputados estaduais com mandato — disputam o eleitorado timonense, aprofundando a divisão de votos e, mais uma vez, fragilizando candidaturas nativas.
É o caso da deputada Cláudia Coutinho, que na eleição passada contou com o apoio de apenas um vereador e, agora, soma o respaldo de dois parlamentares da cidade. Situação semelhante vive Daniela Gentil, que atualmente contabiliza o apoio de três vereadores de Timon, avanço significativo em relação à eleição anterior, quando não dispunha desses sustentáculos políticos.
O quadro expõe uma contradição recorrente: quanto mais nomes entram no jogo, menor é a força coletiva de Timon. Em um ambiente de dispersão, interesses cruzados e ausência de unidade, cresce quem consegue transformar apoio político em voto efetivo.
E, até aqui, Hélio Lucena demonstra compreender melhor que seus concorrentes as regras desse jogo.
Em política, soma não é discurso — é estrutura, tempo e ocupação de espaço. E nessa corrida, Timon já começa a revelar quem larga na frente quando o assunto é apoio organizado a candidatos de fora.


